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promessas (cumpridas) de férias

1. Ir no evento do Amanhecer: foi ótimo. Viva as tatuagens de mentira que agora enfeitam a parte de trás do meu caderno do segundo semestre! (E viva a fita do Eclipse que enfeitou lindamente minha perna por um bom tempo, assim como a peça de xadrez ficou super cool nas minhas costas. Adorei especialmente a peça de xadrez, na verdade.)
2. Ler O Diário de Bridget Jones: jamais imaginei que ia ler um livro que fosse tão igual ao filme. Pena que o livro não é ilustrado com fotos do Colin (perfeito) Firth como Mark Darcy. Aliás, amei especialmente que o livro fala tanto do Colin quanto do Hugh Grant. Será que eles foram escolhidos por causa disso?
3. Ler Orgulho e Preconceito: adorei! Tem aquele estilo antigo, sem nenhum rompante passional (senti falta de abraços e beijos, mas tudo bem), e o Mr. Darcy... Ai ai. Orgulhoso mas tão perfeito. E sem falar que no momento de que ele se apaixonou pela Elizabeth, ele se apaixonou de vez, pra sempre. Oun.
4. Assistir a primeira temporada de Dexter: eu simplesmente me apaixonei enlouquecidamente por Dexter! Sério. Não somente por se tratar de um assunto que me interessa horrores (serial killer, perícia forense, enfim), mas porque Dexter Morgan é um personagem incrível, cheio de nuances - e de verdades. Quero o box, quero as outras temporadas, melhor descoberta das férias. <3
5. Cortar o cabelo: não que isso merecesse um tópico só para ele, mas tudo bem, era uma promessa. Adorei meu cabelo agora: mais curto, com franja. Melhor é que a parte preta do meu cabelo está finalmente sumindo. Alívio enorme.
6. Assistir Harry Potter e o Enigma do Príncipe: uma única palavra: AMEI. Talvez mais algumas: o melhor filme de toda a saga, de longe. Eu não gosto desse livro, mas o filme está incrível. Tá, também, faz muito tempo que eu li o sexto livro, mas tudo está perfeito, encaixa, tá demais. Além de ter muito Ron & Hermione (ela super apaixonadinha, que xuxu), e a Ginny ser super expressiva. E tem o Lupin e a Tonks, cerejinhas do meu bolo! <3
7. Ler Formaturas Infernais: curiosamente, antes de ler o livro, pensei: os únicos contos que vão prestar são o da Meg Cabot e o da Stephenie Meyer. Para calar minha boca, esses foram os que menos gostei. E amei e ao mesmo tempo odiei o "Madison Avery e a Morte", visto que é o melhor conto de todos e no entanto acaba bem quando começa a ficar interessante! Ui. Quero um livro com a continuação.
8. Ler Um Bestseller Pra Chamar de Meu: fascinante, fato! Adorei muito a Gemma e o Johnny, gostei da Jojo (mas odiei o que ela fez com o Mark, porque ele era tão doce, e louco por ela) e odiei terrivelmente e Lily e o Anton. A história deles é intragável, além de me deixar muito agoniada por um tempão - a coisa deles comprando a casa a custa de empréstimos, tudo dando errado, ui. Ah, além disso, amei a coisa toda sobre o mercado editorial.
9. Assistir a segunda temporada de Dexter: temporada cheia de sentimentos, fato. Adorei e odiei a Lila "desculpe meus peitos!", achei o Dexter estranho, depois normal, depois mais legal que antes, odiei e depois adorei a Debra... Apesar disso, amei tudo. Não tem grandes revelações, que nem teve na primeira, mas eu fiquei tensa o tempo todo com a história do BHB. Até tive que olhar o 3x01 para garantir que o Dex não ia preso. :D
10. Passar mais tempo (de qualidade) com o namorado: sei que estou falando só por mim, mas creio que nós conseguimos um bom tempo para nós nessas férias. Almoçar duas vezes por semana (sendo que o normal é só uma, e sem muito tempo para conversa) virou rotina, e ficamos bastante tempo juntos nos finais de semana. Pena que quando as aulas começam nós precisamos de tempo para estudar, e os horários nos dias de semana nunca batem... Ai ai.
11. Emagrecer 3 quilos: tá, não foi três quilos, foram só dois. E eu ando comendo muito, em uma combinação de hormônios e frio. Mas pelo menos eu consegui voltar a fazer bicicleta, e não fico mais tão louca de ofegante quando subo as escadas. Para quem pensou que ia morrer de sedentarismo nas férias, me superei.

E uma que não era promessa, mas também fez minhas férias mais felizes:

12. Viciar em Poupée Girl: fez minhas férias mais felizes, sem dúvida. Sei que daqui a pouco vai perder um pouco a graça, até porque minhas roupas estão acabando e não tenho como invadir nenhum guarda-roupa, e não conheço ninguém que também tenha. Mas, se quer saber, gosto bastante de vestir a Nina (sim, ela tem nome), comprar roupas em oferta e tudo. Pena que não ganho dinheiro de verdade por trocar de roupa todos os dias.

que não seja eterno

posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.

Sempre fiquei bastante aflita com declarações de amor eterno. Por vezes, é, só o conceito vago de eternidade consegue de fato demontrar o tamanho do sentimento no momento; o que me aflige são os que de fato acreditam que o amor (romântico, de amizade ou admiração) é imutável. Os sentimentos mudam a cada instante, e querer algo agora não significa querê-la para sempre. O tempo passa e as necessidades mudam, e muitas vezes aquele amor cego se transforma e ninguém vê porque achava que ele era imortal. Ou melhor: normalmente o outro percebe que não é, e aquele que sentia se sente vazio por não entender porque não durou o tempo prometido.

Mas isso é muito óbvio, e todos compreendem (embora alguns não assimilem) que, com nossa vida efêmera, quase nada merece o título de eterno. O que tem me frustrado muito ultimamente é a pressão por sentir essa necessidade da eternidade. Explico: parece que, ultimamente, amar muito alguém ou algo não basta. Você precisa amá-la a ponto de querê-la eternamente, sem nunca mudar os sentimentos ou as vontades. Ou pelo menos achar que nunca vai querer isso. E a verdade é que eu não sinto isso por ninguém, nem por nada. Não sou fria: só sei separar as coisas. E não gosto de mentir dizendo que o que sinto não mudará nunca, porque, no momento que isso acontecer, se acrescentará a minha tristeza o fato de ter feito falsas promessas. Como dizer que amarei sempre tal pessoa, se ela é única, cheia de particularidades que tanto nos aproximam como afastam, e que algum dia podem somente me repelir? Ou se continuar me aproximando, e no entanto eu descobrir outro ser único que tem particularidades que me farão abandonar tudo apaixonadamente? E se, simplesmente, o amor, o interesse, a vontade acabarem? Posso estar sendo extremamente fatalista, pensando em todas as possibilidades dessa maneira; mas sempre que olho nos olhos de quem amo, é nisso que penso. O que sinto agora, e como isso pode acabar em um instante. E por isso, não posso prometer nada.

No entanto, se não posso prometer a eternidade, ao menos prometo que, enquanto estiver do lado daqueles que amo, serei presente e leal. Mesmo que os sentimentos mudem mais tarde, nada altera meu comportamento no presente momento. Amar também é uma responsabilidade. E isso eu sei fazer.

o filme mais meloso do mundo

Não costumo fazer memes, mas estava visitando uns blogs e encontrei esse. Como precisava esperar até a meia noite pra mexer na Poupée Girl, o fiz. É aquela história de colocar o MP3 no "Aleatório", e ir ouvindo as músicas e as colocando na ordem que está no meme, e no fim essa é a trilha sonora do filme sobre a sua vida. O meu deu nisso:

1- Créditos de Abertura: I Do - Jude (já começa com um casamento, interessante.)
2- Ao acordar: Caleidoscópio - Paralamas do Sucesso (perfeito, e combina com a música anterior.)
3- Primeiro dia de aula: Nube - La Oreja de Van Gogh (eu fui abandonada mesmo, não?)
4- Infância: Must Get Out - Maroon 5 (a letra nem tem muito a ver, mas a melodia me lembra minha infância mesmo.)
5- Ao se apaixonar: Speed Of Sound - Coldplay (tá né.)
6- Colegial: Uma Louca Tempestade - Ana Carolina (HAHA amei.)
7- Formatura: Beleza Pura - Skank (hein? Só se for na festa.)
8- Fim de namoro: Vertigo - U2 (foi um fim de namoro tenso, pelo visto.)
9- Depressão: O Avesso dos Ponteiros - Ana Carolina (pior é que sempre que estou deprimida, ouço essa música sem parar.)
10- Faculdade: City of Blinding Lights - U2 (amei, sou apaixonada por essa música.)
11- Vida: Se Você Disser - Escoladuz (ATAQUE DE RISO. Para tudo que você disser, eu vou ter sempre uma resposta, ficadica.)
12- Música de Batalha: Little Voice - Hilary Duff (só se for batalha com quem roubou o meu namorado e está casando com ele agora.)
13- Na estrada: Not Big - Lily Allen (não é a melhor música para a estrada, mas é boa.)
14- Flashback: Canción Desesperada - La Oreja de Van Gogh (ô coisa triste.)
15- Reatando namoro: Amor Pra Recomeçar - Frejat (eu tô voltando ou me despedindo de vez?)
16- Casamento: Perfecta - Miranda (ah! Então é isso: vou me casar com meu melhor amigo. Saquei.)
17- Nascimento do filho: Amores Dormidos - La Oreja de Van Gogh (até que é boa. Tá, quase boa. Tá, nada boa, fui largada de novo.)
18- Batalha Final: Full Moon - The Black Ghosts (uh, ótima.)
19- Cena de morte: Ruas de Outono - Ana Carolina (ô, boa. Pelo menos até um pedaço.)
20- Música do Funeral: Raindrops Keep Falling In My Head - BJ Thomas (meu, ninguém me amava, só pode. E ainda tiram um sarrinho no fim...)
21- Créditos Finais: The Climb - Miley Cyrus (moral da história: não importa toda a desgraça, o que importa é que eu passei por tudo. Que beleza! :D)

max-ine

Nada é para sempre, e com o coração já acostumado com uma decepção, somente aceito isto. Não que eu tenha imaginado, em qualquer momento, que eles fossem casar e ter filhos, mas tudo parecia bem. Triste, decepcionante até, é saber que não estava. Quantas vezes nesses três meses eu quis ter um pay-per-view da vida deles, me lembrando tantas vezes aquilo que ouvi outras tantas durante o programa: "me deixa viver". Deixei os benhês viver. E quis acreditar que isto seria o suficiente para um relacionamento longo, para provar que eles se amavam e aquilo não era mentira. Eu nem queria imaginar como eu me sentiria se aquilo fosse mentira.

Não sei se foi mentira. Prefiro acreditar que não. A imagem que grudou na minha cabeça desde que soube da notícia é aquela do paredão da Ana, dele buscando forças nela. Não quero pensar que aquilo não era verdade, um simples apoio amigável no momento de stress, embora, e sei bem, momentos de stress nos juntam e nos fazem ter reações que não aconteceriam normalmente. Mas eu não posso imaginar que foi isso, não posso crer que eles tiveram um amor combinado, como sugerido por todo mundo do dito lado negro da força (ou seja, a cobrinha inocente, a vovozinha lobo mal e a loirinha psicopata). Ele disse que não foi por isso, é que ela não soube mudar. Mas ela sempre foi daquele jeito. Quantas vezes enlouqueci em frente a TV, querendo berrar com ela, assustada e abismada com o tamanho do absurdo que por vezes a tomava. Senti muitas vezes raiva dela, por ter um ciúme tão louco quando ele não dava motivos; ao mesmo tempo, sentia a mesma raiva por ele não compreender que ela era assim, e cabia a ele controlá-la. Mas não sei até que ponto isso funcionaria. Não sei se é isso que ele chamou de remediar o irremediável. É possível, e ainda mais, é provável.

Nunca quis pensar nos defeitos deles, mas em meio à decepção que me assola agora - embora livre de surpresas - sou obrigada a pensar que amor, paixão e vontade não deixam as pessoas juntas, quando os defeitos são tão irremediáveis. Não que as pessoas não mudem, mas nós mudamos porque nós precisamos, e não porque os outros precisam, especialmente por um namorado que conhecemos a pouco tempo. Talvez a Fran não consiga mudar enquanto não perceber que a atitude dela é ruim, de verdade. Ou talvez ela conheça alguém que não se importe com isso. O que eu sei é que espero o melhor tanto para o Max quanto para ela, e não mais para Maxine, que antes eu considerava como uma unidade indestrutível. E que essa separação não seja vista dessa maneira tão terrível, como o lado negro da força e o Ego estão tentando criar com notinhas tendenciosas. Eles tem muito sucesso pela frente, e o amor dos dois, para mim absolutamente verdadeiro, é uma bela lembrança que vou guardar por muito tempo.

PS. Descobri que sou muito eficiente para baixar séries. Já estou no 3x03 de Dexter, sendo que só assisti até os 2x02 (tá, hoje verei o 2x03. Talvez o 2x04. E só.). Agora que descobri a mágica disso, estou perdida (embora ainda queira MUITO os box e tal, faço tudo para tornar minha hora de exercícios mais agradável).

férias!

Parece que foi antes de ontem que quase derrubei meu pai em decorrência da felicidade da aprovação, e ontem que eu fiz a matrícula. Agora o primeiro período acabou e eu estou aqui, com cara de "para onde foi o tempo?". Em parte eu sei a resposta: para aquela pasta super lotada de xerox, para os almoços da terça-feira, para os cochilos disfarçados na aula de filosofia, para as tantas provas, trabalhos e as conversas, conversas intermináveis, risadas e momentos atrapalhando a aula de Direito. É um clichê falar que o ano passa rápido, mas passou rápido demais para mim. Agora eu tenho um mês de tédio com os livros que quero ler (meu "Um Bestseller Para Chamar de Meu" intocado na gaveta, esperando exatamente minha folga; pra não dizer toda a listinha que tenho e que não vou, com certeza, conseguir completar em um mês), três temporadas de House intocadas, a vontade de pegar a primeira temporada de Dexter e de encontrar a do True Blood; além disso, as histórias, as fotos, passar o tempo com os amigos que nunca estão disponíveis nos tempos de aula, passar mais tempo com o namorado, de férias da faculdade como eu (ou junto comigo, pra ser mais correta)... Enfim.

A rapidez desses seis meses também me faz pensar que, mesmo que seja um pouco de exagero, o período da faculdade passará rápido. Do mesmo jeito que eu pedia todos os dias para me ver livre do colégio rosa-salmão e tive meu pedido realizado antes da última gota d'água, cinco anos não são nada. Dá um medo pequenininho, primeiramente, ver aqueles veteranos bonitões no último ano (ok, bonitões foi um pequeno exagero), todos dizendo que passou muito rápido, mas com suas carreiras profissionais ao menos levemente decididas, seus TCCs sendo finalizados, os inúmeros amigos pra vida toda conquistados... Fico dando uma de Alice, procurando adivinhar meu futuro ali dentro, se eu vou conseguir realizar o que eu imagino que é o certo para mim (ou aquilo que eu amo tanto, pelo menos agora), quem vai ficar do meu lado até o fim, quem vai mudar com o tempo, quem vai descobrir que não é aquilo que quer.

Ok, talvez pensar nisso seja um exagero. Essas são só minhas primeiras férias, nesses cinco anos (talvez mais) que tenho. Mas não posso deixar de imaginar como serão as últimas férias desta fase da vida.

coração arrumado

Fiquei pensando, no pouco tempo de calma que tive nessas últimas semanas (um ano de cursinho me fez esquecer totalmente como o final do semestre é terrível), sobre os motivos de eu querer um outro blog. De repente parei de sentir a necessidade de ter um outro lugar para colocar meus desabafos e tudo o mais que eu tinha proposto aqui. Só que ontem, pensando se era hora de excluir o CDF e ficar só com o GG, pensei sobre aquele armário que é só seu.

Só porque você é a única pessoa que abre um certo armário, que fica em um certo canto, que escreve em algum lugar, não significa que estes lugares precisam ser o máximo da bagunça. Eu, na realidade, não posso viver com coisas desorganizadas - atitude relacionada com o meu perfeccionismo, creio eu. Só porque pretendo ser a única a ler este blog, embora talvez possam existir exceções com o tempo, não significa que preciso abandoná-lo como se ele não existisse. Até porque eu realmente preciso de um lugar para desabafar, já que minha psicóloga insiste em me catalogar em quinze minutos de conversa (ok, não foi assim também. Pelo menos, não tanto.), e a maioria das pessoas que convivem comigo não se interessam por essas abstrações que não estão relacionadas à ninguém em especial.

Abstrações como achar que este tipo de post é perigoso e irresponsável, do jeito que foi proposto, visto que o veículo é formador de opinião. Não acho que a autora esteja errada; acho que faltou pelo menos um aviso, porque engravidar com 18 anos não é mágico, é assustador. Pelo menos, para mim. Abstrações como achar que existem muitas pessoas hipócritas por aí, grossas sem motivo aparente, e que não somente acham que estão certas, mas como tem plena convicção de que suas atitudes são cool. Ou uma abstração menos direta: o single novo da Shakira é meio estranho, não? Parece Belanova, de um jeito esquisito, mesmo que eu tenha adorado o nome (Loba, que me lembra o Jacob, não sei porque. Hihi.).

E, para finalizar, uma abstração surpresa. Descobri porque trauma tem esse nome: eles não curam nunca. Uckerroni é mais para sempre do que todo o resto.